Em pleno carnaval de 1963, em Belo Horizonte, nasceu Alfredo M. Uchoa Filho. Foi graças a um erro da famosa “tabela”, método anticoncepcional muitíssimo utilizado naquela época, que D. Bezinha viu-se grávida de seu caçulinha Alfredinho.
A alusão ao tema “Pílula Anticoncepcional” rendeu-lhe o singelo pseudônimo Alfredo Piula– nome artístico pelo qual nosso “Fredin de Bezinha de Alfredão” atende até hoje.
Criado na pacata cidade de João Pinheiro, Piula foi gordinho, teve medo de sombração, acompanhou procissão com a vela queimando a mão, pescou no rio Paracatu, comeu “comigo ninguém pode” e quase morreu, bebeu querosene… mudou-se pra Araxá onde assistiu a copa de 70 na primeira televisão que viu na vida e chorou por causa do foguetório no gol do Jairzinho. Acabou mudando-se pra Belo Horizonte. Foi na capital que começou a tocar na guitarra do Cisinho, irmão mais velho. Tocou violão em festinha, em primeira comunhão, baile, buteco, velório, serenata e festa brega. Saiu daí o guitarrista do Veludo Cotelê. Do Veludo foi acompanhar cantores famosos. Hoje, à frente da JINGLE BELL Produtora de áudio, demonstra sua enorme capacidade musical como compositor, instrumentista, diretor … não é à toa que é recordista mundial na categoria The World Longest Pop Song do Guinness Book – É autor damaior música pop do mundo.
J. W. Nascimento
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Hino ao Cruzeiro Esporte Clube
Da mesma forma que o Brasil tem o Hino Nacional, o Hino À Bandeira, o Hino da Independência e o Hino à Proclamação da República, o Cruzeiro também terá seu hino alternativo – o Hino ao Cruzeiro Esporte Clube.
Se você preferir chamar o novo Hino ao Cruzeiro Esporte Clube de “música”, de “homenagem” ou de “louvor ao Cruzeiro”, fique à vontade. O importante é que o Cruzeiro está disponibilizando uma nova opção musical para a torcida azul e branca. Uma nova opção que corresponda às dimensões atuais do Cruzeiro. O Cruzeiro que ultrapassou as fronteiras de Minas Gerais e do Brasil; o Cruzeiro respeitado mundialmente; o Cruzeiro bicampeão da Libertadores.
A composição é de autoria de Alfredo Piula (letra e melodia) e foi gravado, mixado e masterizado nos estúdios da Jingle Bell – Produtora de Áudio e da Linha Direta Esperas Telefônicas.
Este novo hino alternativo foi composto com tanto capricho que chegou ao ponto de considerar 22 detalhes especialíssimos como: frases curtas pra facilitar a respiração do torcedor; sonoridade dos anos 50 (época em que foram feitos os hinos dos Clubes brasileiros); atemporalidade – não citar os títulos para não datar o hino; a letra não ser curta nem ultrapassar 900 caracteres; valorização da torcida etc.
As vozes são de Renato Guima, Cássia Farah, Alfredo Piula, Eric Wildmarck, Hermann Teixeira e coral Jingle Bell. O arranjo é assinado por Caio Gracco Guimarães. Além da participação especialíssima de excelentes músicos como Paulo Márcio (trompete – Skank), a mixagem foi assinada por Ricardo Abi-Saber, Fabrício Neiva e Alfredo Piula.
O título, Hino ao Cruzeiro Esporte Clube, foi escolhido após cuidadosa pesquisa.
Letra:
HINO AO CRUZEIRO ESPORTE CLUBE
Autor: Alfredo de Mendonça Uchoa Filho
Pseudônimo: Alfredo Piula
EU SOU SANGUE AZUL, SOU O ORGULHO DE MINAS
CAMPEÃO DE NORTE A SUL, SOU FUTEBOL 5 ESTRELAS
NOSSA BANDEIRA DOMINA O VENTO
NOSSO TALENTO FAZ MAIS PONTOS NO PLACAR
SOU CRUZEIRO, MEU DESTINO É GANHAR
ONDE ESTIVER A VITÓRIA O CRUZEIRO VAI BUSCAR
SOU CRUZEIRO, MEU DESTINO É GANHAR
O MUNDO TODO SE CURVA VENDO O CRUZEIRO JOGAR
NOSSO AZUL É O MAR DE MINAS,
NOSSA TORCIDA TEM MAIS VIBRAÇÃO
NOSSA CAMISA TEM MAIS ESTRELAS
TEMOS SANGUE AZUL DE CAMPEÃO
ONDE O CRUZEIRO FOR EU VOU
VOU COM MEU TIME A CAMINHO DO GOL
PASSADO DE GLÓRIA, FUTURO SÓ DE VITÓRIA
É COM OS PÉS QUE ESCREVEMOS A HISTÓRIA DO FUTEBOL
E AS NOITES, PRA SEMPRE, RELUZIRÃO UM TROFÉU
O NOSSO NOME É CRUZEIRO, TÁ ESCRITO NO CÉU
CRUZEIRO, NO CÉU É CONSTELAÇÃO
CRUZEIRO, NA TERRA É NOME DE CAMPEÃO
CRUZEIRO É NOME DE CAMPEÃO
CRUZEIRO É NOME DE CAMPEÃO
CRUZEIRO CAMPEÃO
CAMPEÃO
* Site Cruzeiro Esporte Clube
“O Cruzeiro deixou de ser o grande clube da cidade para virar o grande Clube Mundial” é o que afirma o compositor mineiro Alfredo Piula. Baseado na grande potência em que o Cruzeiro se tornou, Alfredo Piula se viu em uma missão de satisfação pessoal e incentivo a mais de sete milhões de pessoas: compor uma música sobre o Cruzeiro.
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Se o que diferencia as músicas costumeiras das músicas marcantes é a carga emocional, essa música tem tudo para se tornar inesquecível para os cruzeirenses. Alfredo utilizou todo o seu amor pelo clube sem desprezar a razão. Antes de começar a composição, o músico fez uma lista com 22 quesitos, referentes ao time celeste, que não poderiam ser esquecidos na música.
Na lista estavam tanto pontos marcantes da história do clube como aspectos ligados à musicalidade: “Eu fiz uma lista com todas as características que este hino deveria ter. Por exemplo, deveria haver algum tempo para respirar, pois quem canta o hino no Mineirão está pulando, agitado, então a cada frase cantada há o espaço para respirar”, afirma … frases como” Nosso azul é o mar de Minas “ ou ”é com os pés que escrevemos a história do futebol”. Além disso, eu quis fazer referências ao Cruzeiro usando a palavra “Campeão”, quis fazer do refrão um grito de guerra. Durante a gravação, buscamos a sonoridade dos anos 50. Uma preocupação constante foi não datar o hino. Foi por isso que evitamos citar os títulos”.
Piula conta os dias para ver e ouvir as torcidas entoando sua composição no Mineirão lotado. “Espero o momento de ver essa música cantada pela torcida. … a emoção que vou sentir quando ver a torcida do meu time cantando a música que eu fiz. Com certeza o coração vai bater mais forte”, sentencia Piula.

Fonte: http://www.cruzeiro.com.br/?section=noticias&idn=3416

